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terça-feira, 7 de julho de 2015

A Lei sobre os Cabelos


A Lei sobre os Cabelos

“Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?
Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido?”
(
1 Coríntios 11:13,14)

 
Como estudante da Torá, acabo por me deparar com muitas questões de cunho religioso, formuladas por pessoas de muitos credos. Últimamente tenho me deparado com muitos evangélicos e suas questões pormenorizadas sobre muitos assuntos que para o Judaísmo são irrelevantes, pois, muitos deles são resolvidos por Tradição, sem haver a necessidade de uma investigação meticulosa a fim de saber a idoneidade do formulador de tal “doutrina”, (como ocorre freqüêntemente no mundo evangélico), pois, os Patriarcas e os Juízes são os responsáveis de formular a maioria destas “leis doutrinais” seguidos pelos rabinos que iniciáram seu trabalho mais ou menos desde o Exílio da Babilônia.

Contudo, em um dia qualquer, um amigo que tem simpatizado com a forma da Torá de resolver questões, me perguntou sobre certas “afirmações problemáticas de Jesus no Novo Testamento” e, na ância de respondê-lo com propriedade, descorri sobre vários textos das Escrituras Sagradas, consegui respondê-lo satisfatóriamente, e entre uma citação bíblica e outra, acabei por me deparar com 1 Coríntios 11:13-14, e foi aí que me deparei com uma questão que me chamou a atenção particularmente; qual foi a fonte acessada por Paulo que o levou a entender que o padrão estipulado por ele era o que se poderia ser considerado na época como “Padrão Bíblico”?

 
Para nós, os judeus, todas as questões que regulam o dia-a-dia do ser humano em sua peregrinação sobre a terra estão regulamentadas na Torá, portanto, qualquer questão comportamental deve ser consultada nela. Porém, caso a resposta não esteja clara, devemos consultar a nossa Tradição, pois, para nós, os judeus, a Tradição Judaica tem peso de Palavra de Deus, como está Escrito:
“Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, entre sangue e sangue, entre demanda e demanda, entre ferida e ferida, em questões de litígios nas tuas portas, então te levantarás, e subirás ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; e virás aos sacerdotes levitas, e ao juiz que houver naqueles dias, e inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo. E farás conforme ao mandado da palavra que te anunciarem no lugar que escolher o Senhor; e terás cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem.
Conforme ao mandado da lei que te ensinarem, e conforme ao juízo que te disserem, farás; da palavra que te anunciarem te não desviarás, nem para a direita nem para a esquerda. O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao sacerdote, que está ali para servir ao Senhor teu Deus, nem ao juiz, esse homem morrerá; e tirarás o mal de Israel; para que todo o povo o ouça, e tema, e nunca mais se ensoberbeça.”
(
Deuteronômio 17:8-13)

 


Tendo isso em mente, o fato de Paulo ser judeu me ajudou a encontrar um “norte” para essa questão, provavelmente Paulo acessou a Tradição...

Paulo era um Judeu Religioso

“Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da Lei de nossos Pais, zelador de Deus, como todos vós hoje sois.”
(
Atos 22:3)

Como judeu (segundo a sua própria declaração), Paulo teria percorrido intelectualmente o mesmo “caminho judaico de resolução de problemas doutrinais” que qualquer judeu estudioso percorreria. Tendo isso em mente, posso tomar como exemplo; a questão relativa ao véu, perceba que não há explicitamente um mandamento que exija o uso do véu em toda a Lei, e mesmo assim Paulo assevera que toda mulher piedosa deve usar veú (1 Coríntios 11:5), a fonte onde ele encontra tal observação que lhe confere peso de Lei, se encontra em um Midrash (em grego se chamaria parábola) – Parte da Tradição Judaica - sobre Eva à partir de Gênesis 3:16, que conta:
“E disse Deus: ... e como apagaste a luz do homem terás que acendê-la todo o dia sexto à tarde e porás o véu em sinal de submissão a ele.”

Fonte: R. Louis Ginzberg de 1873 a 1953
 
 
Jesus e a Tradição
Por outro lado, apesar de Paulo ter sido judeu, é fato o esforço que fez no decorrer de seu trabalho pela expansão da religião como ele concebeu pela anulação dos valores da Lei em prol da Graça e das “tradições dos homens” em prol das tradições apostólicas (1 Coríntios 11:2 / 2 Tessalonicenses 2:15), e portanto, outra pergunta surge aqui: “O que fez Paulo pensar que a Tradição Apostólica é digna de prestigio espiritual e a Tradição Judaica como um todo não? E é ainda mais curiosa essa distinção que Paulo faz entre Tradição e Tradição quando observamos a postura de Rabi Yeshua em relção à Tradição:
“Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o Mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus Ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá.
Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe, e assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo:
Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”
(
Mateus 15:1-9)
 Ora, se Rabi Yeshua claramente se posicionou “contra” a Tradição, porque Paulo tomaria uma postura contrária? Pois, como vimos, Paulo aconselhou que os fiéis não se desviassem da Tradição dos Apóstolos (2 Tessalonicenses 2:15).
No entanto, se o leitor da Bíblia lê-la com honestidade se admirará com a postura aparentemente contraditória de Rabi Yeshua quando outra declaração em relação a Tradição é observada e comparada com a declaração supracitada:
“Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos, dizendo: Na Cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem...”
(Mateus 23:1-3)
A Cadeira de Moisés mencionada no texto é para Rabi Yeshua um posto de autoridade político e religioso genuíno, reconhecido por Deus e reverenciado pelos crentes (doutra forma Rabi Yeshua não sujeitaria a população a uma falsa autoridade), a estranhesa de sua postura se evidencia no fato de que na passagem bíblica anterior Rabi Yeshua se posicionou claramente contra, enquanto agora ele se posiciona a favor da Tradição, pois, a Cadeira de Moisés não é uma instituição bíblica, a Cadeira de Moisés é uma instituição da Tradição.
 

A Torá e a Tradição
Se a postura conbtrária à Tradição por parte de Rabi Yeshua na primeira citação (Mateus15:1-9) é embaraçosa para Paulo e os demais que lhe deram ouvidos, a sua postura a favor na segunda citação (Mateus 23:1-3) não é apenas armoniosa com a opinião dos adéptos da Tradição quanto coaduna com a opinião da Torá em relação a Canonização da Tradição investindu-a com autoridade Divina, como Está Escrito:
“Quando alguma coisa te for difícil demais em juízo, ...então te levantarás, e subirás ao lugar que escolher o Senhor teu Deus; ...e ao juiz que houver naqueles dias, e inquirirás, e te anunciarão a sentença do juízo. ...e terás cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem. ...da palavra que te anunciarem te não desviarás, nem para a direita nem para a esquerda. O homem, pois, que se houver soberbamente, não dando ouvidos ao ... juiz, esse homem morrerá; e tirarás o mal de Israel; para que todo o povo o ouça, e tema, e nunca mais se ensoberbeça.”
(
Deuteronômio 17:8-13)
Ora, se a própria Torá confere a Tradição Judaica o peso de Lei, nada mais sensato do que levar isto adiante e assim concordam Paulo (2 Tessalonicenses 2:15) e Rabi Yeshua na segunda citação bíblica (Mateus 23:1-3) e mais, ele também confere a livros bíblicos o peso de Lei quando tais livros na verdade é parte do compêndio que para o Judaísmo está elencado na Tradição Antiga  como é o caso do Livros dos Salmos, como está escrito:
“Eu e o Pai somos Um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa Lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a Lei chamou deuses àqueles a quem a Palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada, quele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim e eu Nele.”
(
João 10:30-38)
“Deus está na Congregação dos Poderosos; julga no meio dos deuses. Até quando julgareis injustamente, e aceitareis as pessoas dos ímpios? (Selá.) Fazei justiça ao pobre e ao órfão; justificai o aflito e o necessitado. Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles não conhecem, nem entendem; andam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo. Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes. Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois Tu possuis todas as nações.”
(
Salmos 82:1-8)
E, por outro lado; Rabi Yeshua parece totalmente contra tal posicionamento de acordo com a primeira citação bíblica (Mateus 15:1-9), e Paulo reclama ter o “monopólio” da Verdadeira Tradição Bíblica tomando uma postura intermediária entre Rabi Yeshua e os adéptos da Tradição. A aparente contradição é resolvida citando um dado da própria Tradição; para a Tradição Judaica, a Pura Verdade se encontra na Revelação do Sinai, com o passar do tempo, a clareza dessa Verdade vai se tornando cada vez mais “turva” por causa da malícia dos homens, assim, quanto mais próximo da Revelção do Sinai se encontrar históricamente o juíz que decretou determinada lei da Tradição mais autoridade às palvras deste juíz é conferida em detrimento da autoridade do juíz que vem depois.
Dessa forma, é comum observar os rabinos discutindo uns com os outros questões da Halakhá (leis da Tradição) baseados nas citações de rabinos de gerações anteriores enquanto se desmerecem mutuamente em relação ás suas próprias sentenças formuladas em sua geração. Isso porque para os judeus, quanto mais próximo da Revelação do Sinai historicamente se encontre determinado rabino, mais autoridade lhe é conferida pela geração posterior, conseqüêntemente, em uma mesma geração, de um rabino para outro as sentenças formuladas constituem autoridade de lei para uma determinada congregação, mas não é autoridade de lei de um rabino para o outro, por outro lado, a geração seguinte estudará com reverência os tratados tanto de um quanto do outro. Éste é o fundamento do provérbio; “onde há dois judeus há três opiniões”, e por outro lado, em relação à reverência da geração seguinte em relação ao material produzido pela geração anterior, é citado pela Tradição como segue:
“Moisés recebeu a Torá no Sinai e entregou-a a Josué; Josué aos anciãos; os anciãos aos profetas; e os profetas a entregaram para os homens da Grande Assembléia...”
(Pirkei Avot 1:1)
 
 “Você sabia que todas as informações que estamos aprendendo hoje podem ser rastreadas diretamente para Moshe no Monte Sinai? Esta cadeia explica como a Torá foi passada de rabino para estudante, a partir de Moshe até hoje. Ela abrange 3.327 anos e não uma única lacuna! Cada ano é contabilizado. Isso é muito surpreendente!”
(Rabino Berel Wein (Jerusalém, 1934 – Presente) Pirkei Avot: Ensinamentos para os Nossos Tempos (Avot 1: 1)

 “O Rabino Yehoshua Ben Levi afirmou: Qualquer um que ensina seu neto sobre a Torá, é o mesmo que receber a Torá no Monte Sinai.”
(Talmud Bavli, Kiddushin 30ª)
 

“A Torá é superior ao Sacerdócio e à Realeza, pois a Realeza requer trinta qualidades, o Sacerdócio vinte e quatro, mas a Torá requer quarenta e oito qualidades. E elas são: estudo, atenção pelo ouvido, repetição em voz alta, inteligência do coração, respeito, temor, humildade, alegria, pureza, convívio com Sábios, aproximação dos companheiros, debate com os discípulos, bom senso, conhecimento da Escritura, conhecimento da Tradição... paciência, bom coração, confiança nos Sábios, resignação no sofrimento, conhecer o seu lugar, contentar-se com a sua porção, medir suas palavras, não exigir créditos para si, ser amado, amar o Todo-Presente, amar o seu próximo, amar a retidão, prezar as críticas, afastar-se das honrarias, não inflar o coração por causa do desconhecimento, não se deleitar em dar ordens, ajudar o próximo a carregar o seu jugo: julgá-lo com indulgência, pô-lo no caminho da paz; estudar com método, perguntar conforme o assunto e responder conforme a regra, ouvir e aumentar o conhecimento, aprender para ensinar, aprender para praticar, estimular a sabedoria do mestre, raciocinar sobre o que ouvir e dizer coisas em nome de quem as disse. Sabe-se que todo aquele que diz uma coisa, citando o nome de quem a disse, traz a redenção ao mundo, pois foi dito: “E disse Ester ao rei em nome de Mordekhai”
(Pirkei Avot Capítulo 6 / Ester 2:22)
 

Só assim é possível resolver esta aparente contradição, pois, se as leis da Tradição formulada por rabinos, só serão reverenciadas pelos rabinos da geração posterior e por sua vez desdenharam as leis formuladas em sua própria geração, quando observamos Rabi Yeshua desmerecendo a Tradição, não se deve entender que ele estaria desmerecendo as Palavras dos Pais, antes ele desmerece as palavras dos rabinos de sua geração naquilo em que ele entende que está ferindo os princípios fundamentais da própria Torá, e a mesma postura foi tomada pelos rabinos de sua geração que combateram com ele em relação a questões de Tradição dos Antigos.

Em suma; Rabi Yeshua e Paulo desmerecem a Tradição formulada em sua geração, enquanto tomam como válida a Tradição formulada por gerações anteriores, pois, Rabi Yeshua está sujeito a Torá (Mateus 5:17 / Lucas 24:44) e a própria Torá confere autoridade a Tradição (Deuteronômio 17:8-13), como Rabino, Rabi Yeshua formulou as suas próprias leis da Tradição que foram reverenciadas por uns e desmerecidas por outros e isso é um fenômeno corrente no Mundo Judaico desde o seu surgimento até os dias de hoje.  
 
De volta ao ponto inicial
“Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor.
Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus. Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido? Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu. Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus. Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior.”
(1 Coríntios 11:1-17)
 
Ao se reportar aos coríntios, Paulo não faz questão de mencionar explicitamente a Tradição Judaica, fonte de suas afirmações - como por exemplo em relação ao véu (Midrash sobre Bereshit – Gênesis 3:16) – porque eles, os coríntios, por serem gregos não dariam valor algum a tais informações, Paulo por outro lado, por ter sido educado na Religião Judaica por ninguém menos que Rabi Gamaliel I (Atos 22:3), príncipe do Sinédrio (Talmud Babilônico-Tratado Shabat 15ª), conhecia bem o valor e a força que tais fontes representavam para toda a Judéia.  
Tendo ele acesso e domínio das fontes, se apoia e propaga delas o que lhe convém de acordo com a necessidade de fundamentar esta ou aquela doutrina.
Assim que; se para a instituição do véu Paulo se apoia no Midrash Bereshit 3:16, então, para afirmar de forma asseverada sobre o corte de cabelos masculino em distinção ao corte de cabelos feminino, como se segue:
“Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta?
Ou não vos ensina a mesma natureza que é desonra para o homem ter cabelo crescido?”
(
1 Coríntios 11:13,14)
 
Paulo precisou também acessar para si outras fontes da vasta Tradição Judaica, e desta vez, esta fonte se encontra como Tradição no próprio Tanakh – Bíblia – como está escrito:
“E disse-me o Senhor: Filho do homem, pondera no teu coração, e vê com os teus olhos, e ouve com os teus ouvidos, tudo quanto eu te disser de todos os Estatutos da Casa do Senhor, e de todas as Suas Leis; e considera no teu coração a entrada da Casa, com todas as saídas do Santuário. E dize ao rebelde, à Casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Bastem-vos todas as vossas abominações, ó Casa de Israel! Porque introduzistes estrangeiros, incircuncisos de coração e incircuncisos de carne, para estarem no meu santuário, para o profanarem em Minha Casa, quando ofereceis o Meu Pão, a gordura, e o sangue; e eles invalidaram a Minha Aliança, por causa de todas as vossas abominações. E não guardastes a ordenança a respeito das Minhas Coisas Sagradas; antes vos constituístes, a vós mesmos, guardas da Minha Ordenança no Meu Santuário. Assim diz o Senhor Deus: Nenhum estrangeiro, incircunciso de coração ou incircunciso de carne, entrará no Meu Santuário, dentre os estrangeiros que se acharem no meio dos Filhos de Israel. Mas os levitas que se apartaram para longe de Mim, quando Israel andava errado; os quais andavam transviados, desviados de Mim, para irem atrás dos seus ídolos, levarão sobre si a sua iniqüidade. Contudo serão ministros no Meu Santuário, nos ofícios das portas da Casa, e servirão à Casa; eles matarão o holocausto, e o sacrifício para o Povo, e estarão perante eles, para os servir. Porque lhes ministraram diante dos seus ídolos, e fizeram a Casa de Israel cair em iniqüidade; por isso Eu levantei a Minha Mão contra eles, diz o Senhor Deus, e levarão sobre si a sua iniqüidade. E não se chegarão a Mim, para Me servirem no sacerdócio, nem para se chegarem a alguma de todas as Minhas Coisas Sagradas, às coisas que são Santíssimas, mas levarão sobre si a sua vergonha e as suas abominações que cometeram. Contudo, Eu os constituirei guardas da Ordenança da Casa, em todo o seu serviço, e em tudo o que nela se fizer.
Mas os sacerdotes levíticos, os filhos de Zadoque, que guardaram a Ordenança do Meu Santuário quando os filhos de Israel se extraviaram de Mmim, eles se chegarão a Mim, para Me servirem, e estarão diante de Mim, para Me oferecerem a gordura e o sangue, diz o Senhor Deus.
Eles entrarão no Meu Santuário, e se chegarão à Minha Mesa, para me servirem, e guardarão a Minha Ordenança; e será que, quando entrarem pelas portas do átrio interior, se vestirão com vestes de linho; e não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, e dentro.
Gorros de linho estarão sobre as suas cabeças, e calções de linho sobre os seus lombos; não se cingirão de modo que lhes venha suor.
E, saindo eles ao átrio exterior, ao átrio de fora, ao Povo, despirão as suas vestiduras com que ministraram, e as porão nas santas câmaras, e se vestirão de outras vestes, para que não santifiquem o Povo estando com as suas vestiduras. E não raparão a sua cabeça, nem deixarão crescer o cabelo; antes, como convém, tosquiarão as suas cabeças. E nenhum sacerdote beberá vinho quando entrar no átrio interior. E eles não se casarão nem com viúva nem com repudiada, mas tomarão virgens da linhagem da casa de Israel, ou viúva que for viúva de sacerdote. E a meu Povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro.”
(Ezequiel 44:5-23)
Esta é a única referência explicita sobre corte de cabelo em toda a Bíblia. É claro que sempre que pensamos em cabelo na lei nos lembramos do Voto do Nazireu (Números 6:1-21), no entanto, este é outro assunto.
O seguinte versículo de Devarim 22:5 é o cerne de toda esta regulamentação dos cortes de cabelos masculinos e femininos, e é como segue:
ולא אשה על גבר כלי יהי לא
אשה שמלת גבר ילבש
אלהיך יהוה תועבת כי
אלה עושה כל
Que foi traduzido popularmente desta forma:
“Não haverá traje de homem na mulher, e nem vestirá o homem roupa de mulher; porque, qualquer que faz isto, abominação é ao Senhor teu Deus.”
(Deuteronômio 22:5)
No entanto, seria mais esclarecedor se o versículo tivesse sido traduzido popularmente assim:
“Não deve haver detalhes de homem sobre a mulher e o homem não deve se vestir como mulher, porque abominação é para o Eterno todos os que assim procedem.”
 

Conclusão
Desta forma conclui-se que; Paulo em 1 Coríntios 11:13-14 fez referencia a Ezequiel 40:20 que por sua vez se refere a Deuteronômio 22:5, e tudo isso de acordo com o estipulado em Deuteronômio 17:8-13 cujo o fim é estabelecer que o homem deve ter cabelos curtos e a mulher cabelos cumpridos pois essa é a mais Pura e Verdadeira Vontade Divina.
 

Shalom UL’Hitraot!!!
 
 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

A Serpente Cobre


נחש הנחשת
A Serpente de Cobre
Números 21:4-10



Os nossos Sábios nos ensinam que toda a Terra é governada pela Lei da Natureza, apenas Israel é governado pela Lei de Deus – uma Lei Sobrenatural. Esta afirmação é fácil de constatar, como por exemplo:

·        Indivíduos de todos os povos e nações buscam a Deus a fim de se salvarem. Não foi com Israel, nós não escolhemos a Deus, antes Ele, o Eterno bendito seja, nos escolheu para ser o nosso Deus e nós os Filhos de Israel o Seu Povo (Êxodo 4:22 e Jeremias 31:9, por exemplo).

·        Por Inspiração Divina e pelas mãos dos Filhos de Israel é que foi revelada ao Mundo a Universal Palavra de Deus (Isaías 10:17/49:6/60:3, Zacarias 8:23 e Mateus 5:16 por exemplo). 

·        Foi dentre nós; os Filhos de Israel que se levantou o Mashiach para Salvação do Mundo (Mateus 1:21 e João 4:22, por exemplo).

·        Foi conosco; os Filhos de Israel que o próprio Eterno fez uma Aliança Eterna (Gênesis 17:10-13 e 1Crônicas 16:15-18 por exemplo).

·        Todos os Santos e Profetas genuínos, reverenciados universalmente são judeus.

·        E mesmo hoje em dia o Eterno nos sustenta com Milagres e Prodígios garantindo a nossa existência como Povo Eterno.

Nós os Filhos de Israel vivemos sob uma Lei Eterna e Sobrenatural. Assim que, quando pecamos, o nosso castigo difere do castigo proposto para os demais povos da Terra (Romanos 2:12-13). Os gentios quando pecam, o Eterno lhes envia um mal sobrenatural, de outro lugar (ver as pragas do Egito, por exemplo: Êxodo 11:1), assim eles não sabem de onde vem o mal. Quando Israel peca, o Eterno retira momentaneamente de sobre nós a Sua Proteção Sobrenatural e nos entrega nas “mãos da Natureza”, no caminho dos gentios, caminhos estes que naturalmente estamos proibidos de trilhar (Provérbios 2:10-15 e Efésios 4:17, por exemplo).

É comum no Deserto encontrarmos cobras e escorpiões, plantas venenosas e águas amargas (e isso quando encontramos água), é comum no deserto morrer de fome, de sede, de frio e de calor, sem falar nos tantos outros perigos naturais do Deserto. No entanto, Israel caminhou pelo Deserto por quarenta anos e nenhum destes males naturais do Deserto nos assolou durante estes longos quarenta anos, se não justamente agora, neste momento específico no relato da Torá (Números 21:4-10). Assim que quando o texto em português nesta passagem nos informa que: “Deus enviou serpentes abrasadoras...”, o sentido do Texto hebreu é que o Eterno nos entregou aos domínios da Natureza do Deserto cuja presença de serpentes abrasadoras é mais do que natural. O Deserto é o lar das serpentes, assim o Eterno só permitiu que as serpentes fizessem o que lhes é próprio e o Milagre então foi retirado, pois, o Milagre na verdade era a ausência das serpentes por todo esse tempo de nossa peregrinação.

Pelo acima exposto, conclui-se então que o sobrenatural não se manifestou com o surgimento das serpentes, antes o sobrenatural se manifestou durante os ininterruptos 40 anos que nós perambulamos pelo Deserto sem ser incomodados por qualquer delas.

Todavia, qual foi o nosso pecado então? O nosso pecado neste contexto consistiu de um desejo momentâneo de viver uma vida natural como as demais pessoas do mundo. Por um momento nós os judeus cansamos de ser diferentes dos demais povos da Terra. É óbvio que isso chateou ao Eterno, no entanto, ao invés de nos punir como faria com qualquer que ofenda a Sua Santidade, Ele apenas nos entregou à nossa própria sorte, semelhante ao que vive os gentios. Uma vez afastada de nós a Presença Divina, as serpentes poderam então fluir para dentro do acampamento de Israel, como elas já faziam em qualquer acampamento no Deserto.

Não demorou muito para que os nossos Pais percebessem o perigo que é estar entregue à própria sorte, e logo voltaram atrás, não prestando atenção ao apelo do Yetzer HaRá (a má inclinação), arrependidos buscamos a Deus, nosso Senhor, e Ele não nos desamparou, antes ordenou a Moshé Rabeinu que construísse uma Serpente de Cobre (Números 21:4-10) e a levantasse em direção ao Sol.

Observe que a Solução para as picadas das serpentes não envolveu se livrar das próprias serpentes. O Povo Judeu tinha cometido um pecado e precisava ser punido. Então, qual a lógica de se fazer uma Serpente de Cobre, ao invés de fazer sumir todas as serpentes de uma vez por todas?

As palavras em hebraico para Serpente e Cobre vêm da mesma raiz:

נחש=נחשת

Nachash e Nechoshet

O Cobre é um metal avermelhado, lembra-nos o Fogo. É com fogo que o Eterno, bendito seja o Seu nome, purifica todas as coisas (naturais e espirituais), é com o tormento do fogo que o homem é purificado no Juízo Divino por causa dos seus pecados. A Serpente foi construída de Cobre, pois, Deus disse a Moshé que ele fizesse um Saraf (de acordo com o Texto Hebreu) que quer dizer; reluzente, ardente ou abrasador.

Os nossos sábios nos ensinam que um homem que se comporta de forma maliciosa está inclinado à natureza de uma serpente (Salmos 58:1-5). Neste contexto, a Serpente é um símbolo da sedução do pecado, assim como as serpentes se misturam à erva do campo a fim de não serem vistas pelos homens assim também a voz do Yetzer HaRá (a nossa má inclinação) se mistura de lógica e “verdade” a fim de que não entendamos tal sugestão como má.

O Yetzer HaRá nos seduz a acreditar que a sua voz dentro de nós, nos instigando para o mal é a “verdade” falando.

A solução portanto, consiste em tomar a serpente (o Yetzer HaRá) e coloca-la em uma haste (confessando as suas faltas ante o Todo Poderoso), levando-a para fora de nós e identifica-la com o mal próprio que é. No entanto, esta serpente que você exterioriza em suas confissões é apenas uma imagem da verdadeira serpente escondida em sua natureza, e não há como se livrar dela porque ela é parte natural de você. Dessa forma, para que serve a minha confissão então?

Perceba que o Eterno não matou as serpentes no Deserto, pois, estas também são criaturas Suas, e nem tão pouco as impediu de picar o Povo. A única saída era; todo aquele que fora picado por qualquer serpente deveria contemplar a Serpente de Cobre e o veneno da serpente natural não lhes fazia dano algum. Semelhantemente, aquele expõe à Deus as suas faltas terá consciência de sua má inclinação e o Eterno o ensinará como lidar com tal limitação de forma que o mal pensamento não interferirá em suas boas ações (Gênesis 4:6-7).

Arrepender-se e confessar em voz alta os pecados cometidos pode ser muito doloroso, e é isso que simboliza o Cobre, o tormento imposto pela vergonha de ter feito algo errado e ter que se explicar publicamente, por outro lado, o Cobre também representa o reluzir de uma alma purificada pelo perdão.

É curioso notar que o homem que procede maliciosamente é comparado com uma serpente – Nachash – enquanto aquele que procede retamente é comparado ao Cobre – Nechoshet.

Aquela Serpente de Cobre construída por Moshé por Ordem Divina, nos curou no Deserto do veneno mortal das serpentes abrasadoras do Deserto. Os nossos Sábios nos ensinam que esta mesma Serpente continuou com suas propriedades curativas mesmo depois deste evento em particular, de forma que a incluímos dentre os Tesouros Sacros de nosso Deus. A Serpente de Cobre esteve conosco por muitas gerações (mais ou menos 700 anos), e todas as vezes que alguém era picado por serpentes recorria a ela como escrito na Torá e o veneno era imediatamente anulado.

A Serpente de Cobre, assim como todos os outros ícones do Judaísmo, tem por função nos fazer refletir sobre Deus, sobre Sua Grandeza. Nenhum dos Símbolos Hebreus devem ser tomados fora de seu contexto na Torá, pois, aqueles que assim o fizerem certamente incorrerá no pecado de Idolatria.

Infelizmente, alguns dentre nós, imitando a conduta idólatra dos gentios, tomaram a Serpente de Cobre fora de seu contexto na Torá, e assim acabaram por torna-la como um deus à parte de Deus. E se tornaram idólatras. Até que se levantou na Judéia um rei por nome Chizquiahu (Ezequias) e a destruiu (2 Reis 18:4) e assim cessamos de cultuar a Serpente de Cobre.

No entanto, este evento não foi o fim da Serpente de Cobre. Rabi Yeshua, na época em que esteve entre nós, nos ensinou dizendo: “E, como Moisés levantou a Serpente no Deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado.” (João 3:14) À partir daqui, os poderes curativos da Serpente de Cobre ressurgem!


Após a Crucificação, qualquer pessoa com fé suficiente é capaz de experimentar uma cura milagrosa em Nome de Yeshua HaMashiach, na verdade, a cura se manifestará independentemente da vocalização do Nome de Mashiach, pois, tal fenômeno não depende da grafia de Seu nome, mas do Crédito que ele tem com Deus Pai, dele e nosso.

Rabi Yeshua sob a alcunha latina de Jesus Cristo tem se tornado a figura mais popular do mundo. Ele é venerado e aceito como Deus por praticamente todas as modalidades de cristãs ao redor do Mundo. Não há quem experimentando invocar o Nome de Mashiach de uma forma ou de outra que não tenha experimentado o Sobrenatural de forma positiva para si mesmo ou para alguém. Nisso não há problema algum, salvo por um detalhe ...

Rabi Yeshua nos ensinou: “Quem crê em Mim, como diz as Escrituras, Rios de Água Viva correrão do seu ventre.” (João 7:38) Rabi Yeshua está nos informar sobre a forma correta de crer Nele, que é “segundo diz as Escrituras”, não se deve crer de qualquer forma. A cura não é o maior milagre daquele que crê em Jesus. Perceba que Rabi Yeshua nos alertou mais de uma vez sobre tais erros de pensamento:

“Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.”

(Mateus 18:8)

“E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?
E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?
Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.”

(Marcos 2:4-12)
 

A principal recompensa de crer em Yeshua é a Perfeição, como está Escrito:

“E, pondo-se a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e lhe perguntou: Bom Mestre, que farei para herdar a Vida Eterna? E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão Um, que é Deus. Tu sabes os Mandamentos: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; não defraudarás alguém; honra a teu pai e a tua mãe.
Ele, porém, respondendo, lhe disse: Mestre, tudo isso guardei desde a minha mocidade.
E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um Tesouro nos Céu; e vem, toma a Cruz, e segue-me.”

(Marcos 10:17-21)

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

(1 Coríntios 13:10-12)



Rabi Yeshua nos ensinou uma fórmula correta de reverenciá-lo, Ele sabia que nos dias por vir, muitos o entenderiam errado, muitos o buscariam pelos princípios equivocados e consequentemente causariam problemas:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a Vontade de Meu Pai, que está nos Céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu Nome? E em teu Nome não expulsamos demônios? e em teu Nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”
(Mateus 7:21-23)

Todos os Agentes Divinos; os Mensageiros Celestiais, os Profetas, Moshé e o próprio Mashiach têm por Missão Divina: Concertar o Mundo, direcionar o coração da humanidade à Deus e promover na terra o Culto a Deus Único. Como Escrito em Deuteronômio 6:4 e Marcos 12:29.

Tendo isto em vista, concluímos com segurança que; qualquer culto religioso que não estiver direcionado ao Santo bendito seja o Seu Nome, Único Criador e Dominador, se não estiver tal culto de acordo com as Escrituras Sagradas, tal culto, por mais belo que seja, é um culto idólatra.


Deus é Um, afirma a Torá e assim nos ensinou Rabi Yeshua.

Assim como Moshé levantou a Serpente no Deserto, convinha que Rabi Yeshua fosse levantado na Cruz. Infelizmente assim como o entendimento errado do papel da Serpente de Cobre inaugurou um culto idólatra, da mesma forma o Ato Santo de Rabi Yeshua quando posto fora do contexto das Escrituras Sagradas tem (e com frequência) causado o mesmo.

נחש=משיח
Mashiach = Nachash

7 = 7

Curiosamente, os valores numéricos das palavras hebraicas para Messias e Serpente são o mesmo. Isso nos chama atenção para a linha tênue entre o certo e o errado, entre a verdade e a mentira, entre a Vida e a Morte. Mediante isso, o Eterno nos aconselha:


“Quando deres ouvidos à Voz do Senhor teu Deus, guardando os Seus Mandamentos e os Seus Estatutos, Escritos neste Livro da Lei, quando te converteres ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua alma.  Porque este Mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti. Não está nos Céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos Céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?
Porque esta Palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires.
...
 Vês aqui, hoje te tenho proposto a Vida e o Bem, e a Morte e o Mal;
Porquanto te ordeno hoje que ames ao Senhor teu Deus, que andes nos Seus Caminhos, e que guardes os Seus Mandamentos, e os Seus Estatutos, e os Seus Juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Senhor teu Deus te Abençoe na Terra a qual entras a possuir.”

(Deuteronômio 30:10-16)

Aqui está a Fórmula...
Shalom UL’Hitraot!!!

Deus não está Morto


Comentário sobre o filme:
Deus não está Morto
Sob a Ótica Bíblica

O filme nos insere no cenário moderno de um mundo instável e capitalista, onde a busca por recursos que nos permite ter vidas confortáveis é cada vez mais competitiva e a rivalidade é cada vez mais acirrada e feroz. Em meio a toda esta loucura do século XXI o filme nos convida a refletir sobre a Fé, e acima de tudo sobre a fé cristã.

É um filme inegavelmente evangélico, no entanto, muito inteligente, um filme que surpreende apesar de trabalhar com um tema aparentemente tão simplório. Sobre tudo; é um filme que nos provoca reflexão e eleva a profissão de fé ao nível de ciência acadêmica, faz com que a Religião venha a adquirir uma roupagem moderna e sem perder a vitalidade ancestral, cativando a atenção dos simples e doutos, seja na Religião ou na Ciência.

Ah! Em relação às críticas; devo dizer que algumas outras opiniões religiosas e filosóficas válidas sugeridas no filme, não foram levadas a sério, quando não marginalizadas, e que o embasamento bíblico no decorrer do filme através de citações diretas dos Textos Sagrados foi insuficiente.  

A seguir, alguns Trechos das Sagradas Escrituras que busca embasar e ou criticar a conduta dos personagens principais da trama:

 Sobre o muçulmano e sua filha Isha 
 O pai de Isha a expulsou de casa porque ela optou por outra religião que não era a Religião de sua família, por quais motivos ele foi tão áspero e extremista?

“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas Palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”
(Deuteronômio 6:4-7)

“Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o Primeiro de todos os Mandamentos? E Jesus respondeu-lhe: O Primeiro de todos os Mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o Único Senhor.
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro Mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro Mandamento maior do que estes.
E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com Verdade disseste que há Um só Deus, e que não há outro além Dele; e que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do Reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada.”
(Marcos 12:28-34)

“Deus! Não há mais divindade além d'Ele, o Vivente, o Subsistente. Ele te revelou (ó Mohammad) o Livro (paulatinamente) com a Verdade corroborante dos anteriores, assim como havia revelado a Torá e o Evangelho, Anteriormente, para servir de orientação aos humanos, e relevou ainda o Discernimento (julgamento entre o bem e o mal).”

(Alcorão, Surata 3:3-4)

“Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma.
Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus Mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito, e vos resgatou da casa da servidão, para te apartar do Caminho que te ordenou o Senhor teu Deus, para andares nele: assim tirarás o mal do meio de ti.
Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; dentre os deuses dos povos que estão em redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade; não consentirás com ele, nem o ouvirás; nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o esconderás...”
(
Deuteronômio 13:1-8)

 Sobre a esposa do professor de filosofia
 Ela claramente se declarou cristã, e portanto, deveria, como uma genuína cristã, se comportar de acordo com a Fé que professava, o que no decorrer do filme não aconteceu. Ela se desvencilhou do relacionamento, que por ser uma mulher madura em um relacionamento sério que no filme é intitulado como “namoro” mas que claramente envolvia (implicitamente) relação sexual, e neste contexto as Escrituras Sagradas os considera como CASADOS, quando ela de livre e espontânea vontade, sem levar em consideração o padrão moral da religião que professava resolveu se separar, acabou por contrariar os seguintes parâmetros estipulados para todo mulher que crê em Deus, que é como segue:

“... Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à Palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos...”
(
1 Pedro 3:1-3)

“... A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a Palavra de Deus não seja blasfemada.”
(
Tito 2:5)

“Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor.”
(
Colossenses 3:18)

“Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. De sorte que, assim como a Igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.”
(
Efésios 5:22-24)

“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.”
(
Romanos 7:2)

“E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.”
(
1 Coríntios 7:13,14)

Sobre o Josh, o rapaz que defende a tese de que Deus não está morto
O rapaz se sente incomodado o fato do professor de filosofia se posicionar a favor do Ateísmo, logo, se recusa a seguir a maioria e na sequência do filme lhe dado a oportunidade (não de forma passiva) de defender sua crença o que ele faz com rara maestria e inteligência para o “mundo evangélico”. Ele se sai tão bem que sua defesa pode com certeza ser tomada como “Manual de defesa da Fé”, ficou muito bom, só por isso o fime se torna indispensável para aqueles que curtem filmes com temas religiosos. Assim que, de acordo com a Ótica Bíblica, o comportamento do rapaz pode ser identificado em basicamente duas passagens das Escrituras Sagradas:

“Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de Meu Pai, que está nos Céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos Céus.
(Mateus 10:32,33)

“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o Poder nos Céus e na Terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amén.”

(Mateus 28:18-20)
Sobre o professor de filosofia
Ele ao que parece, realmente tinha uma mente brilhante, no entanto, se achava superior a qualquer sentimento religioso pelo fato de ter perdido a mãe para o cancer sem que “Deus tenha feito nada para ajudar”, e ainda (diga-se de passagem) que apesar de ficar implicito, mas certamente ele se decepcionou bastante com o nível intelectual dos “crentes”, que em relação à maioria deles, ele era realmente intelectualmente superior, no entanto, no fanal do filme, ele antes de morrer, confessa Jesus como Salvador, e fica claro que o principal motivo de sua aceitação não foi exatamente o medo de morrer, mas o fato de saber que ser religioso não é o mesmo que ser burro, ele descobre no decorrer do filme que há crentes de mentes brilhantes (ainda que seja raro). Para ele eu leria:

“Tão boa é a Sabedoria como a herança, e dela tiram proveito os que vêem o sol. Porque a Sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas a excelência do Conhecimento é que a Sabedoria dá Vida ao seu possuidor. Atenta para a Obra de Deus; porque quem poderá endireitar o que ele fez torto?”

(Eclesiastes 7:11-13)


“E veio a mim a Palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor Deus: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a Cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus; eis que tu és mais sábio que Daniel; e não há segredo algum que se possa esconder de ti. Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento alcançaste para ti riquezas, e adquiriste ouro e prata nos teus tesouros. Pela extensão da tua sabedoria no teu comércio aumentaste as tuas riquezas; e eleva-se o teu coração por causa das tuas riquezas; portanto, assim diz o Senhor Deus: Porquanto estimas o teu coração, como se fora o coração de Deus, por isso eis que Eu trarei sobre ti estrangeiros, os mais terríveis dentre as nações, os quais desembainharão as suas espadas contra a formosura da tua sabedoria, e mancharão o teu resplendor. Eles te farão descer à cova e morrerás da morte dos traspassados no meio dos mares. Acaso dirás ainda diante daquele que te matar: Eu sou Deus? mas tu és homem, e não Deus, na mão do que te traspassa.”
(
Ezequiel 28:1-9)

 Sobre o pastor 

 No decorrer do filme, o pastor se mostrou bem comum, sua postura religiosa foi mais fraca do que a do rapaz, que no contexto do filme, o rapaz era apenas um membro de uma congregação qualquer. Esperei mais do pastor. E quando ele finalmente teve a oportunidade de fazer algo relevante na vida de alguém (da namorada do professor), ele usou de psicologia barata a acabou com resto do relacionamento da moça, que como vimos no trecho deste trabalho onde ela é citada, que por imprudência dela mesmo é que as coisas tinha chegado a um estado crítico. Portanto para ele está Escrito:

“E o rei de Israel e Jeosafá, rei de Judá, estavam assentados cada um no seu trono, vestidos de trajes reais, na praça, à entrada da porta de Samaria; e todos os profetas profetizavam na sua presença. E Zedequias, filho de Quenaaná, fez para si uns chifres de ferro, e disse: Assim diz o Senhor: Com estes ferirás aos sírios, até de todo os consumir. E todos os profetas profetizaram assim, dizendo: Sobe a Ramote de Gileade, e triunfarás, porque o Senhor a entregará na mão do rei. E o mensageiro que foi chamar a Micaías falou-lhe, dizendo: Vês aqui que as palavras dos profetas a uma voz predizem coisas boas para o rei; seja, pois, a tua palavra como a palavra de um deles, e fala bem. Porém Micaías disse: Vive o Senhor que o que o Senhor me disser isso falarei. E, vindo ele ao rei, o rei lhe disse: Micaías, iremos a Ramote de Gileade à peleja, ou deixaremos de ir? E ele lhe disse: Sobe, e serás bem sucedido; porque o Senhor a entregará na mão do rei. E o rei lhe disse: Até quantas vezes te conjurarei, que não me fales senão a verdade em nome do Senhor? Então disse ele: Vi a todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não tem pastor; e disse o Senhor: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa. Então o rei de Israel disse a Jeosafá: Não te disse eu, que nunca profetizará de mim o que é bom, senão só o que é mal? Então ele disse: Ouve, pois, a Palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado sobre o Seu Trono, e todo o Exército dos Céu estava junto a Ele, à Sua Mão direita e à Sua esquerda. E disse o Senhor: Quem induzirá Acabe, para que suba, e caia em Ramote de Gileade? E um dizia desta maneira e outro de outra. Então saiu um espírito, e se apresentou diante do Senhor, e disse: Eu o induzirei. E o Senhor lhe disse: Com quê? E disse ele: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E ele disse: Tu o induzirás, e ainda prevalecerás; sai e faze assim. Agora, pois, eis que o Senhor pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o mal contra ti.




Sobre a moça com câncer
Ela se torna no decorrer do filme um protótipo perfeito da mulher moderna que confunde prazer, conforto e sexo com amor e família. Passou toda a sua vida se realizando profissionalmente e teve relativo sucesso, até que desejou adquirir o que quelquer mulher simples e de juízo perfeito deseja; um marido, e pensou que já o tinha, no entanto, todas as suas certezas foram por água à baixo quando o namorado deixa claro o que ela já sabia, mas não queria prestar atenção. E como se ainda fosse pouco, ela se deparou com um cancer. A parte em que ela foi feliz em sua atuação, foi o momento em que ela questiona a moral de um homem que se dizia crente, que, no entanto, mais parecia um roqueiro e cuja atividade comercial que envolvia a caça predatória de animais parecia não condizer com sua profissão de fé, e neste caso ela estava certa e ele errado. Contudo, na continuação de sua história, ela nos obriga a refletir sobre nossas prioridades na vida, e rever a importância da religião no nosso cotidiano.  De acordo com a Ótica Bíblica, foi mais ou menos essa mensagem que ela me passou:

“Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol. Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu trabalho, e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação. Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.”
(
Eclesiastes 4:7-12)






Sobre o japonês
Um rapaz de outro país e cultura, no Japão moderno, a religião está relegada aos velhos. A maioria não professa nada, ainda que tradicionalmente pertença a esta ou a aquela tradição religiosa ancestral. Por causa do capitalismo, o Japão precisou se readaptar internamente ao mundo moderno dos negócios e se posicionar de forma a não ficar para trás no avanço das técnologias desenvolvidas mundo a fora e levadas para o Japão através da globalização. Depois de tudo, o Japão é hoje reverenciado pelos seus avanços tecnologicos e ciêntíficos, no entanto, já há muito tempo que desprezam como nação o sentimento da Fé em qualquer religião. É neste contexto que o rapaz japonês surge, a questão religiosa é apesar de sua abstração algo da essência do ser humano e como tal indispensável para uma vida psicologicamente sadia, por isso a proposta de aceitar Jesus como Salvador foi para ele como um resgate a um estilo de vida “meio que ancestral”. Este trecho me parece pertinente:

“Também me livraste das contendas do meu povo; guardaste-me para cabeça das nações; o povo que não conhecia me servirá. Os filhos de estranhos se me sujeitaram; ouvindo a minha voz, me obedeceram.”
(
2 Samuel 22:44,45)


Por fim; concordo com o filme que no final deixa claro que:

Deus não está Morto


FIM