Sefer Tanya 1° Parte
Iniciamos mais um ciclo anual
cujo objetivo é nos levar a cada instante para mais perto do Olam HaBá – O Mundo
Vindouro, o Reino de Mashiach, onde tudo será Perfeito e Bom. Portanto:
Feliz 5772!!!
E para abrir a temporada de postagens
desse ano, iniciarei com uma seqüência de postagens que nos falará um pouco
sobre mais uma pérola do Mundo Judaico: O Sefer Tanya.
Mas antes de falar sobre a
obra, falarei um pouco sobre o autor:
O 1º REBE – Rabi Shneur Zalman – O
Alter Rebe e o Fundador do Movimento
Chassídico Chabad. Nasceu em 18 de Elul, 5505 (1745) e faleceu em 24 de
Tevet, 5573 (1812).
Poucos
luminares na história judaica, especialmente nos tempos modernos, fizeram uma
contribuição tão profunda e duradoura à nossa herança espiritual como Rabi
Shneur Zalman. Suas obras abrangem todo o espectro do pensamento judaico –
misticismo, filosofia, psicologia, ética e Lei – e representam uma expressão de
um gênio criativo sem paralelos.
O surgimento e expansão do Movimento
Chassídico foram rápidos. Sob o lema de “D’us quer o seu coração” (Rachmonoh
liboh boey), os líderes deste genuíno renascimento recuperaram a felicidade da
fé judaica para o homem comum. Nele e através dele, até mesmo judeus
camponeses, mercadores, operários e artesãos se encontraram no cálido abrigo do
Universo da Torá, do qual tinham sido excluídos por causa de sua limitada
erudição. Não sendo mais forçados a considerarem sua religião como um “Paraíso
Perdido”, eles absorveram avidamente a mensagem inspirada da Torá no nível
emocional projetado para eles pelo Chassidismo.
Uma dos maiores personalidades chassídicas
foi Rabi Shneur Zalman de Liadi, que mais tarde ficaria famoso como o Rav
(professor). Este santo homem foi o fundador do Chassidismo de Chabad, um
movimento que se desenvolveu em um dos ramos mais fortes e dinâmicos do
Chassidismo. Este movimento, fundado na Lituânia em 5533 (1773), cresceu muito
além das fronteiras deste outrora forte centro de vida judaica, e conquistou
adeptos entusiastas em todo o mundo.
Rabi Shneur Zalman era um descendente
direto do Maharal de Praga. Seu bisavô viveu numa aldeia em Posen. A família
mudou-se para a região leste, vagando entre a Galícia e a Polônia, e finalmente
se estabeleceu em Vitebsk, na época um florescente centro de Torá e erudição
talmúdica.
Foi ali que o pai de Rabi Shneur Zalman, Rabi Baruch, nasceu e foi criado no
espírito e tradição do estudo. Posteriormente ele se mudou para Liozna, perto
da cidade de Lubavitch, que se tornaria famosa como base da dinastia dos
descendentes do Rav. Ali nasceu Shneur Zalman. Ali, também, ele recebeu suas
primeiras letras, e desde a mais tenra idade ele demonstrou um brilhantismo
invulgar, diligência e devoção aos estudos.
Para desenvolver ainda mais a erudição do filho, Rabi Baruch levou-o a um
renomado professor daquela época, Rabi Yissachar Ber de Kobilnik, que residia
em Lubavitch. Sob a tutela de Rabi Yissachar, o jovem erudito atravessou “o mar
do Talmud” em todas as direções, e familiarizou-se com a Cabalá, o lado
esotérico da tradicional sabedoria de Torá. Em seu tempo livre o rapaz tentava
aumentar ainda mais seu conhecimento através do estudo de ciências e
matemática. Não demorou muito e Rabi Yissachar Ber comunicou a Rabi Baruch, o
orgulhoso pai de seu aluno: “Não há mais nada que eu possa ensinar a seu filho:
ele me ultrapassou.” Rabi Baruch então levou Shneur Zalman a Vitebsk. O menino,
com doze anos, foi imediatamente reconhecido como gênio, e aceito como igual
pelos maiores eruditos da cidade.
Casamento

Um homem abastado escolheu Shneur Zalman
como genro e passou a sustentá-lo, para que ele pudesse devotar sua atenção
exclusiva ao estudo de Torá. Numerosas histórias sobre aqueles anos atestam a
sede insaciável de conhecimento de Rabi Shneur Zalman. Sua sagacidade e
proficiência como erudito lhe granjearam admiração de todos que entravam em
contato com ele. Aos vinte anos, ele jovem brilhante, com o consentimento da
esposa, deixou o lar e a família para preencher uma ânsia em sua alma. Apesar
de todo o ser conhecimento, ele sentia que estava faltando um elemento de
experiência religiosa que não poderia ser captada na solidão das quatro paredes
de seu próprio estúdio. Dois centros de estudo e liderança judaica competiam
por sua atenção: Vilna, a principal base da erudição talmúdica e a fortaleza da
oposição ao Movimento Chassídico que crescia rapidamente; e Mezeritch, onde
vivia Rabi Dovber, o famoso Maguid de Mezeritch, herdeiro da ideologia de Rabi
Israel Báal Shem Tov e da liderança do Movimento Chassídico. Desde o início,
Rabi Shneur Zalman percebeu que a atmosfera discreta e racionalista de Vilna e
seus eruditos, liderados pelo Gaon Rabi Elijah, não podia lhe oferecer aquilo
que estava buscando. Como um aclamado erudito de Torá, Rabi Shneur Zalman
sentia que sua necessidade não era de instrução talmúdica, mas de orientação no
serviço a D’us (avodá). Portanto, decidiu tentar Mezeritch, onde um novo mundo
o chamava. Um mundo – dizia-se – que ensinava seu povo a rezar. Cheio de
esperança e expectativas, porém com poucos recursos materiais, ele empreendeu a
longa viagem. Para pagar suas despesas, fazia quaisquer serviços que aparecessem,
cortarndo madeira e trabalhando na lavoura. Mesmo assim, teve de fazer a pé a
maior parte do percurso até Mezeritch.
Mestre das Dimensões Reveladas e Ocultas

A primeira impressão do círculo de
discípulos reunidos sobre Rabi DovBer de Mezeritch não foi muito encorajadora
para Rabi Shneur Zalman. Ele tinha esperado uma grande academia repleta de
personalidades brilhantes, eruditos e sábios. Em vez disso, ele encontrou um
grupo de pessoas discretas que, à primeira vista, pareciam possuir pouco que
valesse a pena pesquisar. Também não foi particularmente inspirado pelas
piedosas admoestações que o Maguid de Mezeritch endereçava à multidão que se
reunia em sua sinagoga. Ele estava se preparando para sair, quando seus olhos
se abriram para a verdadeira natureza do mestre e seu círculo mais chegado.
Rabi Shneur Zalman tinha decidido prestar seus respeitos ao Maguid antes de
voltar para Liozna. Ele entrou na casa do mestre e ficou no meio da multidão,
quando Rabi DovBer o avistou. Seus olhos se fixaram nas profundezas do abismo
da própria alma de Shneur Zalman, explorando e avaliando cada uma de suas
qualidades.
Após alguns minutos de um silêncio repleto de significado, o mestre não apenas
lhe disse o que estava em sua mente, mas sem sequer ter sido indagado, deu a
Shneur Zalman respostas simples, mas convincentes, a algumas perguntas que o
jovem erudito tinha preparado para assegurar-se do valor do mestre.
Profundamente impressionado, Rabi Shneur Zalman implorou para ser admitido no
seleto círculo de discípulos de Rabi DovBer. Agora um novo mundo se desenrolava
perante os olhos ávidos do erudito vindo de Liozna, à medida que ele absorvia
as palestras diárias do Maguid sobre os ensinamentos do Báal Shem Tov. Na
companhia de rabinos de grande renome, ele mergulhava no âmbito das relações
sagradas que unem D’us, Israel, a Torá e o mundo em um sistema insolúvel de
escopo universal.
O filho de Rabi DovBer, Rabi
Abraham, que pela sua santa conduta mereceu o título de “o Anjo” (Malach), foi
seu guia até esta esfera elevada de sabedoria e conhecimento. Por sua vez, Rabi
Shneur Zalman instruiu-o no âmbito da Halachá – a parte mais importante da
literatura talmúdica e rabínica sobre a Lei Judaica. Assim, o jovem Rav
absorveu os fundamentos do Chassidismo e satisfez a ânsia de sua alma que o
tinha afastado de seu lar e da família. Ele jamais se arrependeu de ter
escolhido Mezeritch em vez de Vilna. A princípio, Rabi Shneur Zalman desfrutou
pouco prestígio entre os seguidores estabelecidos do Maguid, até que certo dia
Rabi DovBer revelou as extraordinárias qualidades do Rav, e revelou-o como uma
“luz em Israel”. Ele instruiu Rabi Shneur Zalman, então com vinte e cinco anos,
a reescrever o Código da Lei Judaica de maneira a incluir as decisões mais
recentes. Mal tinham se passado duzentos anos desde que Rabi Yossef Caro
publicara sua obra prima, o Shulchan Aruch, e durante todo este período
gerações de codificadores e comentaristas judeus – chamados “Acharonim” –
tinham acrescentado e elucidado aquilo que teria sido a palavra definitiva na
discussão da Lei Judaica. Rabi Shneur Zalman deu total consideração a estes
duzentos anos de comentários no Shulchan Aruch, e por meio de cuidadosa edição,
ele apresentou o Código da Lei Judaica de forma precisa e acessível. Esta,
obviamente, foi uma tarefa das mais difíceis. Porém a obra foi cumprida de
maneira tão magistral, que Shneur Zalman foi certa vez aclamado como um dos
maiores eruditos de seu tempo, não apenas pelo mundo chassídico, mas por
eruditos de todas as esferas.
Fundador de Chabad-Lubavitch

Após a morte de Rabi DovBer em 19 de
Kislêv de 5533 (1772), seus discípulos se separaram. Cada um abraçou a tarefa
de propagar o Chassidismo no país que lhe fora designado. Rabi Shneur Zalman
herdou a mais difícil de todas as missões. Ele deveria capturar a fortaleza dos
que se opunham à divulgação do Chassidismo na Lituânia, para a ideologia e modo
de vida chassídico. Isto ele faria, primeiro, junto com Rabi Menachem Mendel de
Vitebsk, e após a partida deste para Israel, por si mesmo. Um homem de menor
estatura como talmudista não poderia ter aceitado tamanha missão, pois a
oposição incluía alguns dos mais ilustres eruditos da época. Porém Rabi Shneur
Zalman estava bem equipado para enfrentá-los em seu próprio terreno. Suas
tentativas para encontrar-se com o Gaon Rabi Elijah foram duramente rejeitadas.
Apesar disso, ele continuou sua obra sem diminuir o zelo. Para surpresa de seus
contemporâneos, tanto amigos quanto oponentes, ele foi bem-sucedido a um ponto
considerado impossível.
Rabi Shneur Zalman não era um sonhador que
vivia nas nuvens, mas um verdadeiro líder completamente cônscio das
necessidades materiais de seus irmãos de fé, assim como de suas falhas
espirituais. Sua extensa obra em prol do bem-estar econômico de seus irmãos é
um capítulo em si mesma. O espaço permite apenas uma breve menção de alguns de
seus notáveis esforços neste campo.
O interesse do Rav pelos seus irmãos
estimulou-o a agir logo após seu casamento. Ele começou uma campanha para
induzir mais judeus a se estabelecerem em fazendas para trabalhar a terra. Rabi
Shneur Zalman devotou a esta causa não somente seus esforços, mas todo o seu
dote.
A partir do ano 5532 (1772), Rabi Shneur Zalman engajou-se num extenso plano
para induzir grande número de judeus que moravam na fronteira russo-polonesa a
se mudarem mais para o leste, no interior da Rússia, onde as oportunidades de
vida econômica eram mais promissoras.
Rabi Shneur Zalman também se devotou a atividades para angariar fundos visando
a apoiar os novos assentamentos chassídicos estabelecidos em Israel. No
entanto, seus esforços foram subseqüentemente distorcidos pelos seus oponentes,
que o caluniaram e denunciaram ao governo russo, acusando-o de enviar fundos
para o governo turco. O relacionamento entre os dois países estava estremecido
naquela época. Quando um decreto foi emitido em 5568 (1808) para a expulsão dos
judeus vivendo em áreas rurais e em fazendas, privando milhares de famílias
judaicas de seus meios de subsistência, Rabi Shneur Zalman empreendeu uma
extensa jornada para levantar fundos em toda a Rússia, com a idéia de resolver
emergências e criar os meios para a reabilitação destes desafortunados.
Esta obra teve continuidade, além de aconselhar e orientar seus milhares de
seguidores, que se voltavam para ele em todos os seus complicados problemas. Durante
os anos de esforços para a melhoria da vida espiritual e condições econômicas de
seus irmãos de fé, o Rav desenvolveu sua magnífica filosofia do Chassidismo de
Chabad. Das pessoas que o procuraram após seu retorno a Liozna, ele exigiu
muito mais que o apoio irrestrito exigido pelas outras escolas de pensamento
chassídico. As pessoas centralizavam sua ideologia no justo “Tzadiq” como
alguém que possuía poderes sobrenaturais, mas ele apresentava a idéia do Tzadiq
como líder espiritual, um mestre em vez de um fazedor de milagres. O chassid
deveria treinar-se para uma vida de fé e serviço a D’us, que o levaria ao nível
mais elevado de Chabad, os três poderes do intelecto: Sabedoria, Entendimento e
Compreensão (Chochmah, Binah e Daat), formando um vínculo entre Céu e Terra.
Sobre esta filosofia básica, Rabi Shneur
Zalman construiu a estrutura da ideologia Chabad. O homem completo serve a D’us
com a mente, coração e ação em uníssono, cada um complementando o outro. A
mente entende, o coração sente e a mão realiza.
A substância dos ensinamentos de Rabi
Shneur Zalman pode ser encontrada em sua contribuição mais importante para a
literatura rabínica, o Likutei Amarim, mais conhecido como o Tanya, após as
primeiras palavras dessa exposição. Esta obra contém um esboço conciso de seu sistema
filosófico como estilo de vida, e atesta sobre seu vasto conhecimento e sobre a
profundidade de seu entendimento e domínio dos ensinamentos esotéricos e
exotéricos de nossos Sábios.
O Tanya tem sido, e ainda é, um texto
sagrado para os milhares de seguidores de Chabad. É religiosamente estudado e
memorizado tanto pelos jovens quanto pelos mais idosos membros do Movimento
Chabad, e parece inexaurível em todo nível de abordagem e interpretação. Rabi
Shneur Zalman, o Báal HaTanya, conhecido aos seguidores de Chabad como o Alter
Rebe, também foi autor de muitas outras obras, clássicos da literatura de
Chabad.

Alter Rebe originalmente publicou
apenas as primeiras duas partes do Tanya em 5557 (1797). A seguir, comentaremos
a publicação das partes remanescentes do Tanya. Há duas versões de Iguêret HaTeshuvá
(Parte III) bem como duas de Licutê Amarim (Parte I). Entretanto, ao contrário
de Licutê Amarim que o Alter Rebe meramente editou na versão final, Iguêret HaTeshuvá
foi completamente reescrito. Iguêret Hateshuvá também foi originalmente copiado
a mão em 5552 (1792) em forma de panfleto. Há boas razões para acreditar que o
Alter Rebe o escreveu antes das outras partes do Tanya. Entretanto, não o
imprimiu junto com Licutê Amarim em 5557 (1797). Dois anos depois, em 5559
(1799), um Chassid do Alter Rebe, que vivia em Zolkiev (Romênia), decidiu, por
si mesmo, reimprimir o livro sob o título de Tanya. Também adicionou a ele a
versão original de Iguêret HaTeshuvá. Acredita-se que este Chassid não pediu
nem recebeu permissão para acrescer o Iguêret HaTeshuvá; mais ainda, não tinha
permissão para imprimir qualquer parte do Tanya. A razão é que o Alter Rebe
escreveu no Prefácio que ninguém seria autorizado a reimprimir o livro nos
cinco anos seguintes. Este Chassid e os rabinos de Zolkiev que deram sua
aprovação e encorajamento para imprimir o livro acreditavam que a proibição do
Alter Rebe para reimprimi-lo (como Reb Zusha escreveu claramente em sua
Aprovação) era apenas para evitar que o editor original sofresse perda
financeira (o editor investira muito tempo e dinheiro na preparação das páginas
para a impressão). Entretanto, em Zolkiev, era proibido importar qualquer livro
impresso na Rússia. Assim, não podiam comprar o livro do editor russo e
sentiram que não lhe causariam qualquer dano monetário se eles mesmos o
publicassem. A presente versão de Iguêret HaTeshuvá foi primeiro publicada como
a terceira parte do Tanya pelo Alter Rebe em 5566 (1806), na cidade de Shklov.
Não sabemos quando o Alter Rebe realmente o reescreveu, mas sabemos (pelo Rebe
Rashab – 5º Rebe de Chabad) que foi reescrito depois que o Alter Rebe foi
libertado da prisão. O Rebe Rashab explica que é por isso que Iguêret HaTeshuvá
é tão diferente de outros livros sobre assuntos de ética e arrependimento. Sua
forma final surgiu depois da libertação da prisão, quando o Alter Rebe recebeu
permissão para difundir os mananciais de Chassidut ainda mais do que antes.
Ele, portanto, explicou e elaborou conceitos profundos de Divindade em Iguêret
HaTeshuvá.
Iguêret HaQôdesh e Cuntrês Acharon
(Partes IV e V) foram coletados e publicados pelo segundo Rebe e seus irmãos em
5574 (1814), no vigésimo-segundo dia de Iyar, um ano e quatro meses após o
falecimento do Alter Rebe. Pela primeira vez, o nome do autor foi impresso na
página de rosto.
Em sua Aprovação, escreveram que
incluíram apenas [algumas daquelas cartas] cujos manuscritos originais do Alter
Rebe tinham em seu poder, para que não houvesse erros no translado. Muitas das
cartas falam da importância de doar Tzedacá (caridade), especialmente aos
judeus em Êretz Yisrael. As outras cartas inspiram a estudar, orar e cumprir Mitzvot.
O Alter Rebe escreveu tais cartas durante muitos anos e elas foram organizadas
por tópicos, em vez de ordem cronológica. Por exemplo, a primeira carta foi
escrita dez anos antes da segunda, redigida após sua libertação da prisão em
5559 (1799), e as cartas nº 27 e nº 29 foram escritas em 1788-89, na mesma
época d a primeira carta. Das 32 cartas, nem todas foram escritas realmente
como tal. O Alter Rebe escreveu o que é chamado de carta nº 20 como uma
exposição chassídica, uma semana antes de falecer. O Alter Rebe escreveu
Cuntrês Acharon enquanto trabalhava no Tanya. Nos nove títulos ele explica e
esclarece muitos pontos encontrados no Tanya. O Rebe Anterior escreve que há
quatro partes no Tanya, contando Iguêret HaQôdesh e Cuntrês Acharon como uma
só. Essas correspondem às quatro partes do Shulchan Aruch:
• Ôrach Chayim = Licutê Amarim
• Yorê
Deá = Sháar Hayichud Vehaemuná
• Êven
Haêzer = Iguêret HaTeshuvá
•
Chôshen Mishpat = Iguêret HaQôdesh e Cuntrês Acharon
Em outras ocasiões, consideramos
Iguêret HaQôdesh e Cuntrês Acharon como duas entidades separadas, formando,
portanto, cinco partes no Tanya. Estas cinco então corresponderiam aos Cinco
Livros da Torá.
O Rebe explicou que Cuntrês Acharon
pode ser comparado ao Chumash Devarim (o quinto livro do Pentateuco), chamado
Mishnê Torá, que revê e detalha muitas leis da Torá. Cuntrês Acharon, de
maneira similar, explica muitas partes do Tanya. Podemos portanto considerá-lo
como sendo a parte oral da Torá escrita.

Antepassados: Hagaon Marana Verabana
Yehuda Loewy, zatz'al, conhecido como o Maharal de Praga, descendentes daqueles
Gaonim, chegando até David, filho de Yishai (Rei de Israel).
Os descendentes do Maharal foram: 1)
Seu filho, Harav Betzalel; 2) Seu filho, Harav Shmuel, 3) Seu filho, Harav
Yehuda Leib; 4) Seu filho, Harav Moshê; 5) Seu filho, Harav Shneur Zalman; 6)
Seu filho, Harav Baruch; 7) Seu filho, Hod K'vod K'dushat Admur Harav Schneur
Zalman (O Alter Rebe).
Os Rebes de Chabad e as principais
lideranças de suas famílias
I: O Alter Rebe, Hod K'vod K'dushat Admur Marana Verabana Schneur Zalman 18
Elul 5505 (1745): Nascimento do Alter Rebe, R. Schneur Zalman, filho de R.
Baruch e sua esposa, Rivca, filha de R. Avraham. Em sua celebração de Bar Mitzvá,
os mais notáveis eruditos da geração denominaram-no Rav Tanna UPalig. (Ele é
igual em estatura aos eruditos das gerações anteriores, e tem o direito de
discordar deles). Casou-se no ano de 5520 (1760). Lançou uma vigorosa campanha
– com esforço pessoal e com seus próprios recursos – para encorajar judeus a
tornar-se fazendeiros.
5524 (1764): Sua primeira visita a Mezeritch
5527
(1767): Aceitou o cargo de
Maguid (Pregador) de Lyozna
5530
(1770): Começou a compilar o
Shulchan Aruch (HaRav)
5532
(1772): Define a doutrina de
Chassidut Chabad; inicia a campanha para os judeus habitantes da área de
Vitebsk mudarem-se para o outro lado da fronteira, na Rússia.
5533
a 5538 (1773 – 1778): Estabelece
a yeshivá em Lyosna, conhecida como Cheder I, Ii e III.
5534
(1774): Viaja para Vilna com
Menachem Mendel de Vitebsk para encontrar o Gaon de Vilna. O Gaon recusa-se a
encontrar-se com ele.
5537
(1777): Acompanha R. Menachem
Mendel na primeira parte de sua viagem à Terra Santa, até a cidade de Mogilev,
no Rio Dniester.
5543
(1783): Empenha-se em
importantes disputas em Minsk e sai vitorioso.
5551 (1791): Suas obras sobre o Talmud e Halachá e Chassidut
são largamente disseminadas.
5554
(1794):Publica Hilchot Talmud
Torá ("Leis do Estudo de Torá).
5557 (1797):Publica o Tanya.
5559
(1798): Preso no dia após Sucot;
libertado a 19 de Kislêv.
5561
(1800): Chamado a Petersburgo no
dia após Sucot; em 11 de Menachem Av seguinte, (1801) deixa Petersburgo
diretamente para Liadi, Província de Mogilev. Deixa Liadi na véspera de Shabat
Mevarechim Elul 5572 (1812). Após vagar com sua família e muitos chassidim,
chega ao vilarejo de Piena, Província de Kursk, e 12 de Tevêt 5583(1812). Lá,
após o final de Shabat, na véspera de domingo, 24 de Tevêt, ele faleceu. É
enterrado em Haditz, Província de Poltava. Sua esposa foi Rebetzin Sterna,
filha do magnata R. Yehuda Leib Segal e sua esposa Beila. Seus filhos:
1 – Hod K'vod K'dushat Admur Rav Dovber.
2 – K.
K. Harav Hachassid R. Chaim Avraham.
3 – K.
K. Harav Hachassid R. Moshe.
Suas
filhas:
1 - Rebetzin
Freida, cujo marido foi Harav Hachassid R. Shalom Shachna, filho de R. Noach.
2 - Rebetzin Rachel, cujo marido foi Harav
Hachassid R. Avraham, filho de R. Tzvi Sjeines.
Seus irmãos:
1 –
HaRav HaGaon HaRav Hachassid R. Yehuda Leib.
2 – HaRav HaGaon Rav Mordechai.
3 – HaRav HaGaon Rav Moshe.
Sua
irmã foi rebetzin Sara.
Seu cunhado foi HaRav Yisrael, conhecido
como R. Yisrael Kazak, casado com Rebetzin Sara.
Outro cunhado foi R. Akiva Fradkin de
Shklov, casado com Rebetzin irmã de Sterna.
1)
Hilchot Talmud Torá. 2) Birchot Hanehenin. 3) Tanya e Mehadureh Kama de Tanya.
4) Sidur. 5) Shulchan Aruch. 6) Bi'urei Hazohar. 7) Torá Or. 8) Likutei Torá.
9) Boneh Yerushalaym. 10) Ma'amarei Admor Hazaken – Hanachot Hara'p. 11)
Ma'amarei Admor Hazaken – Et'haleich Lyosna. 12) Ma'amarei Admor Hazaken –
5562, 2 vol. 13) Ma'amarei Admor Hazaken – 5563, 2 vol. 14) Ma'amarei Admor
Hazaken – 5564. 15) Ma'amarei Admor Hazaken – 5565, 2 vol. 16) Ma'amarei Admor
Hazaken – 5566. 17) Ma'amarei Admor – 5567. 18) Ma'amarei Admor Hazaken – 5568,
2 vol. 19) Ma'amarei Admor Hazaken – 5569. 20) Ma'amarei Admor hazaken – 5570.
21) Ma'amarei Admor Hazaken – Haketzarim. 22) Ma'amarei Admor Hazaken – Al
Parshiyot Hatorah VehaMoadim, 2 vol. 23) Ma'amarei Admor hazaken – Inyanim. 24)
Ma'amarei Admor Hazaken – Maamarei Razal. 25) Ma'amarei Admor Hazaken – Nach, 2
vol. 26) Igrat Kôdesh. 27) Tanya (Inglês).
… continua …